Intervenção de Pedro Soares

9.ª Assembleia da Organização Regional do Algarve

15 Dezembro 2018, Faro

9 AORAL Pedro Tavira

Camaradas

Quatro anos passados sobre a última Assembleia regional, a concelhia de Tavira, continua a ter como seu principal objectivo, a estruturação orgânica e partidária, com vista a criar mais e melhores condições para um efectivo reforço do partido no concelho.

Reforço tanto mais importante quanto se verifica, apesar dos avanços conquistados com a marca inquestionável do PCP, um continuar dos ataques aos direitos dos trabalhadores, reformados e pensionistas, e uma excessiva obsessão em saldar dividas, esquecendo muitas vezes o reforço numa acção social mais justa, na salvaguarda dos interesses da população, referindo-me nesta em concreto ao caso da Câmara de Tavira. Uma obsessão que poderá vir a negar a muitos jovens o acesso a uma habitação, tanto por escassez de casas no concelho, como também às elevadas rendas que nele se pracicam. Uma obsessão que levará de bom grado e a convite do próprio executivo, à fixação de mais e mais privados na resolução deste problema. Escolhas que conduziram a uma maior desertificação do interior do concelho e seu consequente envelhecimento. Escolhas estas também que levaram a que num concelho historicamente ligado às pescas, fossem apenas hoje, e tristemente, a saírem pelo Rio Gilão apenas 7 embarcações pesqueiras.

Tal situação económica e social, confirmam o quadro de desigualdades e divergências que marcam o País e a região. Uma Região que contém em si todas as marcas resultantes das políticas de favorecimento do grande capital e de submissão à União Europeia. Concretamente, na destruição de serviços públicos, na falta de investimento, na degradação do aparelho produtivo, no abandono da agricultura, traduzindo-se numa grande dependência do sector do Turismo. Sector que como nós sabemos, tem maiores índices de empregabilidade durante três meses num ano, leva a uma repetida escassez de emprego nos restantes 9, levando a que muitos jovens tenham poucas oportunidades e expectativas quanto ao seu futuro, e à sua fixação no concelho.

Apesar de algumas debilidades orgânicas, actualmente acrescidas pelo facto de não termos um Centro de Trabalho, . Dificuldades que em nada nos têm demovido na importante intervenção em torno destes e de outros problemas que importa valorizar. Destacando-se a intervenção sobre a requalificação da EN125, sobre as portagens na Via do Infante, sobre o investimento e desassoreamento da Ria Formosa, sobre as drenagens na Barra de Tavira, sobre o Porto de Pesca de Santa Luzia, sobre a situação da cidade romana da Balsa, nos serviços públicos, no centro de experimentação agrícola sobre a falta financiamento, nas repartições das finanças sobre a falta de trabalhadores.

Referindo também a preparação e organização da 4ª Assembleia de Organização Concelhia de Tavira, elegendo 13 camaradas quanto à composição da nova Comissão Concelhia. Desenvolvemos e asseguramos de igual modo as comemorações do aniversário do Partido e do 25 de Abril, a presença regular nos principais empregadores do concelho com informação do partido, como a Câmara, Centro Comercial Grã Plaza e TaviraVerde, bem como a realização de tribunas públicas, comícios e outras iniciativas de afirmação política, a participação e envolvimento nas grandes acções de massas promovidas pela CGTP. 
Entre os diferentes tipos de intervenção, destacam-se a realização de diferentes actos eleitorais, e em particular das eleições autárquicas, onde foi possível contactar diversos camaradas e amigos.

Quanto à organização partidária no concelho, contamos actualmente com 63 militantes, dos quais menos de 40% paga a sua quota. Estes dados são reveladores de debilidades existentes no partido em Tavira . Sabemos, pois, que é vital reforçar a organização, na responsabilização de mais camaradas, na distribuição de tarefas.

No Plano Autárquico,, a CDU conta com um eleito na Assembleia Municipal e um eleito na Assembleia de Freguesia de Santa Luzia. 
Quanto à campanha de 5000 contactos, ficando o concelho com a responsabilidade de contactar 10 trabalhadores de e 5 empresas, conseguimos dois novos recrutamento.

Terminando, as principais linhas de orientação do partido têm de ir no sentido de reforçar a sua organização e intervenção. Tal reforço será conseguido por um traçar de objectivos por um lado, e no recrutamento de novos militantes, rejuvenescendo o partido e garantido o normal controlo de execução sobre as tarefas assumidas. 
Só atingindo estes e outros objectivos será possível reforçar o Partido e a sua intervenção no Concelho de Tavira

Viva a 9ª Assembleia Regional do Algarve
Viva o Partido Comunista Português

 

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