Intervenção de Tiago Jacinto, membro da DORAL do PCP 

9.ª Assembleia da Organização Regional do Algarve

15 Dezembro 2018, Faro

9 AORAL Tiago Jacinto

 

Nos últimos quatro anos, ao contrário daquilo que alguns diziam, a luta dos trabalhadores não parou. São muitas as lutas que se travaram e continuam a travar nas empresas e nas ruas pela melhoria dos salários e em defesa dos direitos, na sua maioria com importantes ganhos para os trabalhadores.

Para os trabalhadores do sector do turismo, particularmente no Algarve, verifica-se uma situação contraditória onde, por um lado, assistimos aos recordes sucessivos, por outro, a diminuição dos salários e a degradação das condições de trabalho e de vida de milhares de trabalhadores numa região cada vez mais dependente desta actividade.

A região do Algarve é o maior destino turístico nacional tendo recebido em 2017 mais de 19 milhões de hóspedes, cerca de 20% do total do país e os proveitos desta actividade subiram de cerca de 610 milhões de euros, em 2013, para mais de 1.032 milhões, em 2017, sendo que, no mesmo período, o salário médio deste sector registou uma diminuição acentuada, enquanto a precariedade alastrou atingindo hoje a maioria dos trabalhadores. Por mais que queiram esconder, esta é a dura realidade para os milhares de trabalhadores deste sector - baixos salários, precariedade, repressão, desemprego.

Nos últimos quatro anos o Partido deu uma maior atenção à intervenção dos comunistas nestes locais de trabalho, seja pela via sindical, seja directamente com distribuições à porta dos locais de trabalho. As dificuldades sentidas devido à sazonalidade e ao aumento da precariedade e do desemprego enfraqueceram a unidade e a luta no sector, mas o Partido nunca desiste.

Camaradas,

Fruto da acção dos comunistas que intervêm no Sindicato da Hotelaria do Algarve, foi possível intensificar a luta reivindicativa nos locais de trabalho através do envolvimento dos trabalhadores na discussão e apresentação de cadernos reivindicativos ao patronato, a par do esforço para reforçar a organização sindicalizando e elegendo delegados sindicais. O patronato tenta travar-nos o passo – através da repressão, processos disciplinares, despedimentos e processos crime contra os dirigentes sindicais – mas podem ter a certeza, podem dificultar mas não conseguirão impedir que os trabalhadores e o seu Sindicato de se organizar e mobilizar para a luta.

Nestes últimos quatro anos registou-se um acréscimo das lutas no sector, em que destaco: em 2015, a luta de 15 dias no Clube Praia da Rocha, pelo pagamento dos salários e subsídios em atraso; a greve no Parque da Floresta, em Budens, pelo pagamento dos salários em atraso; a greve de 3 dias no catering da Restflight no aeroporto de Faro, pelo aumento dos salários; em 2016, a greve no Campo de Golfe São Lourenço, do Grupo JJW, que resultou num aumento mínimo de 30€ para os 400 trabalhadores do grupo; a luta no Hotel Crowne Plaza Vilamoura contra a repressão patronal; as greves no INATEL Albufeira pelo aumento dos salários, as 35 horas e o Acordo de Empresa; a luta no Clube Praia da Oura que resultou num aumento salarial de 60€ para os 600 trabalhadores do grupo; em 2017, a greve na SUCH pelo aumento dos salários e a melhoria das condições de trabalho; este ano, as greves no Casino de Vilamoura das trabalhadoras da limpeza pelo pagamento dos feriados; no Club Med da Balaia, em Albufeira, onde se alcançou aumentos salariais e mais dias de férias.

Camaradas,

Estes são exemplos do que foi possível construir nos últimos quatros. Com um Partido mais forte e mais interventivo será possível mais e melhor. Os trabalhadores sabem que é com os comunistas que podem contar para a luta por melhores salários e por melhores condições de trabalho e de vida.

Viva a 9.ª Assembleia Regional do Algarve do PCP
Viva a luta dos trabalhadores!
Viva o Partido Comunista Português!

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