SALA CHEIA Reafirma o NÃO às medidas que a ARS pretende implementar no concelho de Alcoutim

 

A chuva e o mau tempo de ontem dia 5 de Novembro, não impediram que se realizasse o Debate promovido pela Comissão Concelhia de Alcoutim do PCP, e que contou com a participação de José Soeiro, deputado do PCP na Assembleia da República e Luís Piçarra, membro da DORAL e do Comité Central do Partido.Igualmente presentes no Debate, Dr. Abílio Pires, Presidente da Assembleia Municipal de Alcoutim, e o Vereador Rui Cruz em representação do Presidente da Câmara, Dr. Francisco Amaral, deram igualmente nota do claro não a estas medidas (encerramento das extensões de saúde de Pereiro, Giões e Vaqueiros e eliminação de facto de um serviço de atendimento permanente em Alcoutim), consubstanciado nas Moções aprovadas na Câmara e Assembleia Municipal sobre esta matéria.O Salão Nobre da Câmara Municipal de Alcoutim cheio de pessoas e iguais problemas, apreensões e interrogações em relação ao futuro, não contou com alguém da ARS no debate. Situação algo insólita, na medida em que da parte da ARS parecia, - pela troca de faxs com o GP do PCP -, haver grande interesse em participar, e esclarecer como se produziria o “milagre” de melhorar os cuidados e serviços de saúde no concelho de Alcoutim com menos estruturas fixas e pessoal médico e de enfermagem.Um debate vivo, de relato quanto às consequências de tais medidas no concelho, e de unânime apoio às posições públicas do PCP sobre a saúde no concelho. Apoio igualmente expresso nas centenas de assinaturas já recolhidas no Abaixo – Assinado que percorre o concelho de Alcoutim.José Soeiro, ao mesmo tempo que denunciou a política do Governo para a saúde, que “pretende transformar um direito constitucional num negócio”, assumiu o compromisso de confrontar o Governo sobre as medidas propostas para o concelho de Alcoutim na forma de Requerimento, “dando voz na Assembleia da República à população do interior serrano, do concelho de Alcoutim”. Dando nota do conteúdo das medidas propostas pela ARS / Governo, o deputado do PCP defendeu, “que perante as características deste concelho, a acentuação da desertificação física e humana, o envelhecimento da sua população, e portanto mais necessitada de cuidados de saúde, o que seria de esperar da ARS era medidas de reforço do quadro de pessoal médico e de enfermagem, e não estas incompreensíveis medidas”. Manifestando mais uma vez a solidariedade do PCP às populações e autarquias, “juntando a sua voz e o seu empenhamento”, Luís Piçarra apelou à acção de todos para impedir o avanço de tais medidas “lesivas de direitos das populações, e de ofensa à sua dignidade”.“Não deixaremos que nos tirem o pouco que temos”, expressão de um dos intervenientes no debate, foi em suma a conclusão do encontro, revelador de disponibilidades para lutar em defesa de um serviço nacional de saúde universal e geral para todos, e tendencialmente gratuito, como consagra a Constituição da República Portuguesa.

Alcoutim, 05 de Novembro de 2006

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